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Acordo UE–Mercosul: o que muda para o mercado de lácteos (TRQs e IGs) e como se preparar - Cia do Leite - Transformamos qualidade do leite e produtividade das fazendas
Categoria: Mercado

Acordo UE–Mercosul: o que muda para o mercado de lácteos (TRQs e IGs) e como se preparar

17 de de 2026

Depois de cerca de 25 anos de negociação, o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul voltou ao centro do debate e, desta vez, com passos concretos para avançar. Para o setor de lácteos, o tema importa por um motivo simples: ele mexe diretamente em tarifas, cotas de importação e regras de acesso a mercado para produtos como queijos, leite em pó e fórmulas infantis. A pergunta prática, para quem está no Brasil, é: isso tem impacto real no mercado? A resposta é: pode ter, mas depende do cronograma de implementação, das cotas e da forma como empresas e cadeia produtiva se posicionam desde já.

Em que etapa o acordo está agora?


No dia 9 de janeiro de 2026, o Conselho da União Europeia autorizou a assinatura do acordo e sinalizou como será o caminho de entrada em vigor do lado europeu. No sábado, 17 de janeiro de 2026, União Europeia e Mercosul assinaram o acordo em Assunção (Paraguai), um marco político depois de mais de duas décadas de negociação.

Mas assinatura não significa aplicação imediata. Na prática, existem dois trilhos: um Acordo Interino de Comércio (o “trade deal” em si), pensado para colocar os compromissos comerciais em funcionamento antes, quando aprovados pelos trâmites europeus e um Acordo de Parceria mais amplo (cooperação e diálogo político + pilar comercial completo), que tende a exigir ratificações adicionais para vigorar integralmente.


Leia também: Tendências do mercado de lácteos para 2026


O “coração” do tema para lácteos: tarifas + cotas (TRQs)


O ponto mais sensível para lácteos está nas reduções tarifárias via cotas (tariff-rate quotas / TRQs). Hoje, alguns produtos europeus enfrentam tarifas relevantes ao entrar no Mercosul. O pacote do acordo prevê eliminação gradual de tarifas “dentro de cotas”, implementadas ao longo de até 10 anos, para três itens-chave:

Queijos: cota de 30.000 toneladas (tarifa atual indicada: 28%)

Leite em pó: cota de 10.000 toneladas (tarifa atual indicada: 28%)

Fórmula infantil: cota de 5.000 toneladas (tarifa atual indicada: 18%)

Um detalhe importante: no caso do queijo, a própria análise setorial europeia destaca que a cota negociada é muito superior ao volume que a UE vinha exportando ao Mercosul, criando “folga” para expansão ao longo dos anos.


O que isso pode significar no Brasil ?


Essas cotas não significam “invasão imediata”, mas criam um canal estruturado para produtos europeus entrarem com condição tarifária progressivamente melhor dentro do limite negociado. Para o Brasil, os possíveis efeitos se concentram em três frentes: 

Pressão competitiva em categorias específicas: para queijos, maior oferta potencial de produtos europeus (especialmente em segmentos premium e especialidades) pode pressionar preço, mix e percepção de valor em certas gôndolas e canais. Em relação ao leite em pó, pode afetar “contas” de indústrias que usam pó como ingrediente (custos, estratégia de compra, estoque, repasse). Para as fórmulas infantis, categoria regulada e concentrada, em que acesso e competitividade de importados podem mexer com posicionamento e portfólio.

Reposicionamento do portfólio nacional: Quando um concorrente entra com mais previsibilidade (cota + regra + cronograma), a briga deixa de ser só “preço do mês” e passa a ser marca, diferenciação, consistência e valor percebido.

Mudanças no planejamento de compra e risco: Com regras mais claras, empresas tendem a profissionalizar o “timing” de importação, o que pode aumentar a necessidade de leitura de mercado, gestão de contratos, monitoramento de volumes dentro da frota e estratégia de hedge (quando aplicado ao negócio).


Indicações geográficas (IG) e nomes de queijos: o segundo eixo de impacto


Além de tarifas e cotas, o acordo traz um tema que mexe diretamente com gôndola, rotulagem e percepção de valor: indicações geográficas (IG). Na prática, isso tende a acelerar três movimentos no mercado brasileiro:


Revisão de nomenclaturas em categorias “tradicionais”: alguns nomes podem ficar mais restritos ao longo da implementação, empurrando empresas para rebatizar linhas, ajustar embalagem e redesenhar comunicação.

Segmentação mais forte entre “estilo” e “origem”: cresce o espaço para o consumidor perceber (e pagar) por autenticidade, procedência e diferenciação real.

Oportunidade para IGs brasileiras: do lado do Mercosul, há indicações reconhecidas no acordo (incluindo queijos). Para quem atua em cadeias com indicação, isso pode virar argumento comercial e estratégia de valor, inclusive com ambição exportadora no médio prazo.


Leia também: O crescimento dos lácteos fermentados no Brasil e no mundo

Como laticínios e produtores podem se preparar ?


1. Mapear exposição por categoria:
Você concorre diretamente com queijos europeus em quais canais? Seu custo e posicionamento aguentam uma referência importada mais competitiva dentro da cota?

2. Separar “commodities” de “marca”: Onde você precisa ser o mais eficiente possível (custo/processo)? E onde você precisa ser diferente (origem, sabor, funcionalidade, serviço, conveniência)?

3. Revisar naming e rotulagem pensando em IG: Mesmo que a mudança não seja imediata, é o tipo de tema que vira “corrida contra o tempo” quando chega.

4. Melhorar inteligência de mercado e compras: Acordos com cota e cronograma premiam quem acompanha: volumes entrando, comportamento de preço, e tendências de substituição no varejo/food service.

5. Preparar argumentação comercial: Se o importado vira referência (em preço ou percepção), sua equipe precisa ter resposta: por que seu produto vale, qual é o diferencial, e como defender margem.

6. Acompanhar salvaguardas e regras finais: Há previsão de mecanismos e monitoramento no lado europeu, e o desenho final pode trazer condicionantes relevantes.


Leia também: O passo a passo para transformar burocracia em oportunidade

Conclusão


O acordo UE–Mercosul coloca o setor de lácteos diante de um cenário mais “global”: competição com regras mais previsíveis, pressão em algumas categorias e, ao mesmo tempo, a chance de elevar o nível de posicionamento, eficiência e diferenciação. Se você é laticínio, cooperativa ou indústria de ingredientes, a pergunta-chave não é “vai acontecer?”, e sim: se acontecer, eu estou pronto para competir com método, e não no susto? Na Cia do Leite, apoiamos empresas a traduzirem mudanças de mercado em decisões práticas de portfólio, precificação e estratégia comercial. Se você quer um diagnóstico objetivo do seu nível de exposição (por categoria e canal) e um plano de ação, fale com nosso time.


Este artigo foi escrito por: Lara Santos Balbino

Publicado em: 17/01/2026

Sumario

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